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O Jogo da Velha Vila


Nihil estendeu a mão até o canto da mesa, apanhou um guardanapo e com sua caneta tracejou duas linhas verticais e duas horizontais, cruzando-as entre si.

- Sabe o que é isso, não? perguntou a Audite.

- Sim, o jogo da velha.

- Sabe jogar?

- Sim, é muito simples. E muito limitado.

- O e X.

- Você começa.

- Tudo bem.

Fizeram uma rápida partida. Empate.

- Não há como perder. Só por distração...

- Ou lance ilógico.

- Ou outra lógica.

Audite franziu o cenho.

- Tipo lógica paraconsistente? Imaginária?

- Não sei, talvez... por isso pedi para termos esta conversa. Por isso você está aqui.

- E o que você tem aí?

Nihil estendeu de novo a mão até o canto da mesa e apanhou outro guardanapo. Traçou o mesmo desenho. Mas, em vez de preenchê-lo com O e X, assinalou nove sinais diferentes, uma espécie de sequência numeral cardinal, indo de zero a sete, e finalizando com N, o que equivale a um número qualquer.











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