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Prova de Fato

  • Foto do escritor: Cantos Correntes
    Cantos Correntes
  • 30 de dez. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 18 horas


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INTRÓITO


Sempre é, assim dizdiziadesdizia o poeta do século vinte e um. Citacitoucitava Chopin, o músico do século dezenove.


Sempre é tarde o futuro da manhã. Assim dizdissedesdisse o poeta do século vinte e um. Recitarrecitariarrecitará o monge anônimo do século doze.


Nunca é, assim dizdirádesdirá o poeta do século vinte e um. Citacitariacitará Chopin, o músico do século dezenove.


Nunca é tarde a espera do amanhã. Assim dizdissedesdisse o poeta do século vinte e um. Recitarrecitariarrecitará o monge anônimo do século doze.


Não é ao pé da letra.

Nunca é. Sempre é.

Sempre é. Nunca é.

A metáfora.

Ou outra figura qualquer.

E assim é com a prova de fato.

Vista o traje. Faça o trajeto. E siga a senda.

É assim, pois.

De facto.




À TARDE SONHAMOS. E À NOITE...?



Um poetista do século vinte e um joga um laço cruzado sobre um prelúdio do romântico Chopin e um hino de um anônimo monge medieval.


O poesofista reflete sobre o tempo. A impossível cronometria da natureza, que desconhece relógios. A insondável percepção da memória, que constrói o antes e o depois. A iniludível constatação das mudanças, que imprime as marcas da idade.


O filopoensador indaga se o mistério se oculta na penumbra das sedes perceptuais da realidade.


E o poeta recolhe o laço que se fecha tardiamente como uma canção para recordar, numa cinematográfica cena em que à noite sonhamos.


Ou... à tarde?






O poeta ajeita o laço, ajusta o nó que enlaça as asas da borboleta, e se concentra. Logo, qual ser espectral, adentra a via de acesso à sede perceptual de sua vivência em distante e distinto campo do inexversus.




SOB O DOMÍNIO DO FATO.


Era para ser a alfaiataria dos advogados. Juízes. E é. Terminou por ser. O fórum na esquina, ao lado. Em frente, do outro lado da praça, a câmara legislativa. Vereadores, também clientes. O nome de fantasia, a denominação predominante de uma certa teoria jurídica ainda em elaboração. Ao criar uma acirrada polêmica entre os juristas, repercutindo nos jornais da época, ganha popularidade. Até vira bordão. Tu não sabe nada. Não tem domínio do fato. E por aí vai.

























































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