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Beco Afro Reggaezinho


Durante muitos anos, não sei dizer quantos, eu costumava de vez em quando, ao pegar o violão, tocar um pequeno desenho rítmico-melódico ao estilo do reggae. Dois compassos, apenas.


No último sábado de novembro de 2019, fui até à livraria Realejo, no lançamento do livro póstumo do Gilberto Mendes, e vi Beco Afro, de Fausto José, livro que o autor prefere chamar de zine, mistura de texto cursivo com poesia. Levei pra casa e no dia seguinte comecei a ler. Chegando à página em que constava o poema Reggaezinho, parei a leitura. E ali fiquei um bom tempo, envolto na trama poética em torno das palavras tempo e solidão.


A um certo momento, essa leitura começou a vibrar no padrão daquele pequeno motivo de dois compassos, que há muito me acompanhava. E essa batida, que já estava talvez há algumas décadas em minha cabeça, e para a qual eu nunca havido conseguido pensar uma letra, grudou no texto. E, de imediato, brotou dessa conjunção uma linha melódica, também simples, conduzindo o texto de Fausto. Formando um padrão composto, que se repetiu nas primeiras quatro estrofes do poema. E tão fluente quanto isso se deu, a quinta e última estrofe nasceu, fechando com uma pequena variação melódico-harmônica o fluxo natural do padrão anterior. Aí foi pegar o contracanto, que já estava disponível no título, e juntar.


O título da canção, juntando os títulos do livro/zine e do poema, só quer confirmar a união.





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